Backup para fotógrafos: a regra 3-2-1 antes que um HD decida sua reputação · c/tecnologia-e-ia | IsoScanning

Backup para fotógrafos: a regra 3-2-1 antes que um HD decida sua reputação

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Equipe IsoScanningem c/tecnologia-e-ia ·

Todo fotógrafo conhece (ou é) alguém que perdeu um trabalho inteiro: HD que caiu da mesa, cartão corrompido no meio do casamento, notebook furtado com a única cópia. A diferença entre um susto e o fim de uma reputação é um esquema de backup que funciona sem depender da sua disciplina diária. O padrão da indústria cabe em três números: 3-2-1.

A regra 3-2-1

3 cópias de cada arquivo, em 2 tipos de mídia diferentes, com 1 cópia fora do seu endereço.

  • A cópia de trabalho no computador/HD principal é a cópia 1 — não é backup.
  • A cópia 2 vive em outra mídia (segundo HD, NAS).
  • A cópia 3 fica fora de casa: nuvem ou HD guardado em outro endereço. Incêndio, enchente e furto levam tudo que estiver no mesmo lugar.

O dia do evento (onde mais se perde foto)

  1. Câmera com dois slots? Grave em RAW nos dois. É o backup mais barato que existe: o segundo cartão.
  2. Não apague cartão no local. Cartão só é formatado depois que as cópias 1 e 2 existem e foram conferidas.
  3. Descarga dupla na volta: importe para o computador e para o HD externo na mesma sessão (qualquer software de importação decente copia para dois destinos de uma vez).
  4. Naquela noite, a nuvem começa a subir a versão RAW ou, no mínimo, os JPEGs de segurança.

Montando o esquema com custos reais

PeçaOpção típicaCusto aproximado
Cópia 2 local2 HDs externos de 4 TB (revezando)R$ 500–700 cada
Local, versão melhorNAS com 2 baias em espelho (RAID 1)R$ 2.500–4.000 com discos
Cópia 3 foraNuvem de backup "ilimitado" ou 2 TBR$ 30–70/mês
Alternativa sem mensalidade3º HD guardado na casa de um parente, atualizado por mêsR$ 500–700 uma vez

Esquema mínimo funcional: 2 HDs + nuvem ≈ R$ 1.200 no primeiro ano. É menos do que uma lente de kit — e protege todas as outras.

Dois avisos de quem já se queimou:

  • RAID não é backup. Espelho protege contra falha de disco, não contra exclusão acidental, ransomware ou raio. O "1 fora" continua obrigatório.
  • Backup que não foi testado não existe. Uma vez por mês, restaure uma pasta aleatória. Descobrir que a nuvem estava pausada há 4 meses no dia da perda é o roteiro clássico.

Ciclo de vida: o que guardar para sempre

  • Entregues (JPEG finais): para sempre — cliente volta pedindo 5 anos depois, e reentrega é venda fácil.
  • RAWs selecionados (as que foram editadas): 2+ anos.
  • RAWs descartados no culling: 90 dias após a entrega aprovada, e podem ir.

Isso corta o volume em ~80% e faz a nuvem caber no plano barato. E organize por ANO/ANO-MES-cliente-trabalho — backup de coisa que você não encontra não resolve nada.

Por fim: prazo de entrega e segurança dos arquivos são argumento comercial. Profissional que explica ao cliente "suas fotos ficam em três cópias, uma fora do estúdio" fecha mais — deixe isso visível no seu perfil na IsoScanning.

Perguntas frequentes

Nuvem "ilimitada" aguenta RAW?
Aguenta, mas o primeiro upload de um acervo de terabytes leva semanas — comece hoje, não na véspera de precisar.

SSD ou HD para arquivo?
HD mecânico para volume (custo por TB muito menor). SSD para a mesa de trabalho. E SSD guardado anos sem energia também perde dados — nenhuma mídia é eterna, por isso são 3 cópias.

Google Drive/Dropbox servem como "1 fora"?
Sincronização não é backup (o que você apaga local, apaga lá). Se usar, ative o histórico de versões — ou prefira serviço de backup de verdade.

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